Hoje eu vou interromper a série Bons temos e prestar uma homenagem ao maior meia que eu vi jogar no Botafogo. Um jogador de jogadas magistrais, dribles desconcertantes, finalizações perfeitas e com uma virtude sem igual: Botafogo de Coração.
Mendonça
Nome: Milton da Cunha Mendonça
Naturalidade: Rio de Janeiro
Nascimento: 3 de maio de 1956
Posição: Meia Jogou no Botafogo de 1975 a 1982.
Pelo alvinegro carioca, ele marcou 118 gols em 342 partidas. Porém atuou pelo clube no famoso jejum de títulos que durou 21 anos (de 1968 a 1989).
O início da trajetória do então craque promissor se deu no dente-de-leite do Bangu, no início dos anos 70, incentivado pelo pai, também Mendonça, ex-jogador do clube. Ainda antes de começar a atuar profissionalmente, Mendonça teve uma passagem pela tradicional escolinha de futebol do Fluminense.
Foi, então, para o Botafogo. No clube de General Severiano, Mendonça acompanhou, mais como fã que como colega de trabalho, uma geração vitoriosa comandada por craques como Gérson e Jairzinho, ícones da campanha do tricampeonato mundial do Brasil em 1970. Em 1975, ganhou sua primeira chance de entrar em campo vestindo a camisa titular do Alvinegro, que já sentia os efeitos da natural decadência pós-anos dourados. Não perdeu mais a posição, pelos sete anos seguintes.
Até 1982, Mendonça comandava uma equipe órfã de uma geração vencedora e de outros grandes craques, e diretamente prejudicada por más administrações e pela fúria de uma torcida acostumada a títulos. Mendonça, única esperança de um Botafogo fraco, encantava com sua técnica ao mesmo tempo em que tinha de lidar com a responsabilidade de levar a equipe a conquistas.
Não pôde fazer milagre e, apesar de atuações inesquecíveis, fracassou na tentativa de erguer algum caneco com o Fogão. O momento em que Mendonça mais esteve perto de seu principal objetivo - e quase "carma", por conta da enorme pressão vinda das arquibancadas - foi em 26 de abril de 1981, no triangular final que decidiu o Campeonato Brasileiro.
Fica aqui a minha homenagem a este eterno idolo. Abaixo matéria do Bau do Esporte, imperdível.